5 DE SETEMBRO DE 2010
JABOTICABAL
Justiça força Câmara rever rejeição às contas de Maria Carlota
Ex-prefeita terá suas contas de 2004 novamente analisadas pelos vereadores; nesta semana ele apresentou sua defesa.
Por ZÉMARIO
Publicado em 25/07/2010, às 01h28

A ex-prefeita de Jaboticabal, Maria Carlota Niero Rocha (PT), terá uma nova chance de convencer os vereadores da Câmara a derrubarem o parecer desfavorável à aprovação de suas contas, relativas a 2004, emitido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Ele esteve na Câmara Municipal na terça-feira passada, dia 20, para dar a sua versão sobre os apontamentos que levaram o Tribunal a indicar a reprovação de suas contas. Acompanhada de seu advogado, a ex-prefeita apresentou sua defesa para a Comissão de Finanças e Orçamento, presidida pelo vereador José Augusto Fagundes Gouvêa (PTB).

A reunião também foi acompanhada também pelos vereadores Carmo Jorge Marques Reino (PPS), Aloísio Tito Rosa (PMDB), Murilo Gaspardo (PV) e por dois funcionários da Câmara.

O encontro marcou o início do processo de reanálise que os parlamentares terão de fazer, com base no parecer do Tribunal e na defesa apresentada por Maria Carlota. A reunião durou cerca de uma hora. A ex-prefeita apresentou documentos aos vereadores.

Anulação
No dia 26 de dezembro de 2007, a Câmara Municipal havia reprovado as contas da Prefeitura relativas ao último ano de governo da ex-prefeita.

Um ano e dez meses depois a juíza Ana Paula Franchito Cypriano anulou a votação feita pela Câmara. A magistrada entendeu que Maria Carlota não teve direto à defesa.

Pela frente
A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara ainda aguarda a chegada de outros documentos e informações a respeito das contas da ex-prefeita, mas, independente de qual seja a decisão, o parlamento municipal está diante de uma verdadeira “saia-justa”.

Na noite de 5 de julho deste ano, vereadores da base aliada aprovaram as contas do prefeito José Carlos Hori (PPS), derrubando o parecer desfavorável emitido pelo Tribunal relativo às contas de 2007.

Se a Câmara não aprovar as contas da ex-prefeita, poderá enfrentar questionamentos da opinião pública sobre a decisão diferente daquela tomada dias antes, com relação às contas de Hori.

Se aprovar as contas de Maria Carlota, porém, deixará bem claro que esse tipo de votação é um julgamento meramente político. Além disso, também entrarão em rota de colisão com o ex-vereador Carlos Eduardo Pedroso Fenerich, que na época da reprovação das contas da ex-prefeita, presidia a Câmara. E quem conhece bem o jogo político de Jaboticabal, sabe que não é de bom tom trombar com o ex-presidente da Câmara.

Justiça força Câmara rever rejeição às contas de Maria Carlota

 

Ex-prefeita terá suas contas de 2004 novamente analisadas pelos vereadores; nesta semana ele apresentou sua defesa.

 

A ex-prefeita de Jaboticabal, Maria Carlota Niero Rocha (PT), terá uma nova chance de convencer os vereadores da Câmara a derrubarem o parecer desfavorável à aprovação de suas contas, relativas a 2004, emitido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

 

Ele esteve na Câmara Municipal na terça-feira passada, dia 20, para dar a sua versão sobre os apontamentos que levaram o Tribunal a indicar a reprovação de suas contas. Acompanhada de seu advogado, a ex-prefeita apresentou sua defesa para a Comissão de Finanças e Orçamento, presidida pelo vereador José Augusto Fagundes Gouvêa (PTB).

 

A reunião também foi acompanhada também pelos vereadores Carmo Jorge Marques Reino (PPS), Aloísio Tito Rosa (PMDB), Murilo Gaspardo (PV) e por dois funcionários da Câmara.

 

O encontro marcou o início do processo de reanálise que os parlamentares terão de fazer, com base no parecer do Tribunal e na defesa apresentada por Maria Carlota. A reunião durou cerca de uma hora. A ex-prefeita apresentou documentos aos vereadores.

 

Anulação

No dia 26 de dezembro de 2007, a Câmara Municipal havia reprovado as contas da Prefeitura relativas ao último ano de governo da ex-prefeita.

 

Um ano e dez meses depois a juíza Ana Paula Franchito Cypriano anulou a votação feita pela Câmara. A magistrada entendeu que Maria Carlota não teve direto à defesa.

 

Pela frente

A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara ainda aguarda a chegada de outros documentos e informações a respeito das contas da ex-prefeita, mas, independente de qual seja a decisão, o parlamento municipal está diante de uma verdadeira “saia-justa”.

 

Na noite de 5 de julho deste ano, vereadores da base aliada aprovaram as contas do prefeito José Carlos Hori (PPS), derrubando o parecer desfavorável emitido pelo Tribunal relativo às contas de 2007.

 

Se a Câmara não aprovar as contas da ex-prefeita, poderá enfrentar questionamentos da opinião pública sobre a decisão diferente daquela tomada dias antes, com relação às contas de Hori.

 

Se aprovar as contas de Maria Carlota, porém, deixará bem claro que esse tipo de votação é um julgamento meramente político. Além disso, também entrarão em rota de colisão com o ex-vereador Carlos Eduardo Pedroso Fenerich, que na época da reprovação das contas da ex-prefeita, presidia a Câmara. E quem conhece bem o jogo político de Jaboticabal, sabe que não é de bom tom trombar com o ex-presidente da Câmara.

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