
BRASÍLIA — Pesquisa do instituto Vox Populi, encomendada pela Rede Bandeirantes e o portal IG, mostrou nesta sexta-feira, dia 23, que na pesquisa estimulada a candidata Dilma Rousseff (PT), da coligação Para o Brasil Seguir Andando, abriu uma vantagem de 8% das intenções de votos sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), da coligação O Brasil Pode Mais. Dilma tem 41% da preferência dos entrevistados e Serra, 33%. A candidata Marina Silva, do Partido Verde, aparece em terceiro lugar, com 8%.
Neste cenário, os votos em branco e nulos somaram 4% e 13% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar. Na pesquisa espontânea, de acordo com o Jornal da Band, Dilma está com 28%; Serra com 21% e Marina Silva com 5%. Em um eventual segundo turno entre a petista e o tucano, a Dilma Roussef teria 46% e Serra 34%.
O maior índice de rejeição, de acordo com a pesquisa Vox Populi, recai sobre José Serra, com 24%, 20% disseram que não votariam em Marina Silva e 17% rejeitam Dilma Rousseff.
A margem de erro é de 1,8 ponto. Esta é a primeira pesquisa divulgada após a oficialização das candidaturas à Presidência. Ela foi feita entre os dias 17 e 20 de julho, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 19.920/10. Foram feitas 3.000 entrevistas em 219 cidades de todas as regiões do país.
Salto alto
A candidata petista Dilma Rousseff, ao comentar o resultado da pesquisa do instituto Vox Populi, disse que ainda não é hora de “botar salto alto”. Ao deixar o comício que fez em Garanhuns (PE), terra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma evitou o clima de “já ganhou”.
“A pesquisa reflete um momento. Não substitui eleição. Não significa que as pessoas podem perder a humildade e começar essa história do já ganhou. Daqui até a eleição muitas águas podem rolar debaixo da ponte”, disse a candidata.
Dilma, no entanto, ressaltou que para quem tinha uma imagem pouco conhecida, o resultado da pesquisa significou um grande avanço. “De qualquer jeito, saímos de uma posição de um dígito e temos uma posição bem melhor. Não tenho nenhuma sensação de botar salto alto e sair por aí achando que resolveu-se a questão”.
Dilma ainda evitou atribuir o resultado da pesquisa às recentes declarações feitas pelo vice de Serra, o deputado Indio da Costa (DEM-RJ), que acusou o PT de ser ligado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
“Não me manifesto sobre esse senhor [Indio da Costa]. Acho que meu adversário está tendo atitudes que não devia ter até em respeito à trajetória dele. Não se pode ver uma pessoa entrar na eleição de um jeito e sair menor do que entrou, principalmente porque não se pode acreditar que o brasileiro aceita e absorve o uso de acusações ao invés de propostas. A crítica pessoal ao invés de idéias apresentadas. Não acredito que essa pesquisa tenha a ver com isso, mas não é correto”.
Edição: Aécio Amado e Rivadavia Severo