




A noite de quinta-feira (15), na 28ª Festa do Quitute e Expo-Feira de Artes e Artesanato, foi uma mistura de emoção, apreensão e desespero, mas no final, o resumo é que tudo não passou de uma grande festa.
Na véspera do aniversário da cidade, a programação da festa foi aberta com o grupo Seresteiros do Sonho, da vizinha cidade de Monte Alto, que se apresentou na Praça da Música.
No palco principal, músicos da Galho de Arruda abriu caminho para a apresentação de Max Greggio e banda Língua de Sogra. Essa não foi a primeira vez que Max se apresentou na Festa do Quitute e pelo show dessa noite, já pode ser considerado como uma atração de maior peso para a próxima edição da festa.
Enquanto isso...
Enquanto Max se apresentava uma pequena multidão de fãs, se misturava aos poucos integrantes da imprensa local, que aguardavam a chegada do pop star da noite, Fiuk.
O grupo de crianças, jovens e adolescentes podia ser dividido em conhecidos, amigos e convidados de “sei lá quem”. Enquanto que do outro lado da grade de proteção muitos fãs gritavam histericamente, choravam ou pediam para entrar na área reservada.
No meio do público, vendedores ofereciam fotos de integrantes da banda e faixas de cabeça com a inscrição “[ + ] HORI”.
A Estação de Eventos tornou-se pequena para tanta gente, de todas as idades e vindas de várias cidades da região, tudo para ver Fiuk e a banda Hori (leia-se Róri).
Depois que a banda subiu ao palco tudo virou uma festa só. Todos esqueceram o calor, o aperto, o empurra-empurra e uma pequena desorganização que não chegou a ser geral, mas, preocupou em dados momentos — muitas crianças perdidas, algumas pessoas socorridas por passarem mal e a preocupação para que nada desse errado.
A linha que separa o sucesso da tragédia é muito tênue, quase imperceptível e o que foi visto já na madrugada do aniversário da cidade mostra que todos os anjos deram plantão nesse show. Caso contrário, teria sido uma grande tragédia pela quantidade de pessoas que estavam no local.
É o momento de se repensar a contratação de grandes shows para a Estação de Eventos “Cora Coralina” e para a Festa do Quitute, pois, hoje, como diz um promotor de eventos — “Obrigado Deus, tudo deu certo!”. Mas, e se não tivesse dado?
Fotos: ZéMario e Angelo Caruso (público)