9 DE SETEMBRO DE 2010
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Paola Oliveira, 16 anos, estudante e ligada na internet. Adora música e abomina o abominável monopólio de poder – e em todos os sentidos. Aqui no blog, ela usa e abusa de sua criatividade nata para falar sobre os fatos e coisas do dia-a-dia, daqui e do lado de lá do mundo.
Paola Oliveira
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Paola Oliveira
31/08/2010 - 23:59
Cem anos de uma Nação.

Primeiro de setembro de 1910, Bom Retiro. Do encontro de operários participando de um jogo "da elite", nascia o Sport Clube Corinthians Paulista. Muito mais do que um time, quase uma religião.

Hoje, o Corinthians tem a segunda maior torcida do Brasil. Não só torcedores, mas fanáticos. Não basta vestir a camisa, tem que pegar a bandeira, corneta e também ter o hino e as músicas do time na ponta da língua. Não basta dizer corintiano, tem que saber tabelas e escalações.

São fiéis, que tem como ídolos Basílio, Neto, Marcelinho Carioca. Fiéis, na vitória contra o Palmeiras ou na eliminação da Libertadores no ano do Centenário. Um bando de doidos que se denominam maloqueiros e sofredores. E como sofrem! Até no último minuto de jogo, sem perder a esperança e sem perder também a vontade de cantar. Corintiano sofre demais. Mas é preciso mais do que uma derrota para esfriar os ânimos de quem assiste um jogo, seja no estádio, em casa ou no celular. Não pode perder nenhum lance, porque a qualquer descuido pode sair um gol, seja ele do Timão ou do adversário. Choros de emoção ou de raiva, tanto faz. Um choro incontrolável, que só quem ama o Corinthians consegue sentir.

Uma pessoa não vira corintiana do dia para a noite. É algo mais forte do que apenas um time, é uma paixão. E eita paixão duradoura... Cem anos de lutas, de glórias. Derrotas, vitórias, em cada 90 minutos de sofrimento. E um sofrimento coletivo: torcedores, técnico, comissão, jogadores e ex-jogadores. Uma vez Corintiano, sempre corintiano.

E é depois da apresentação do estádio de Itaquera, depois de perdermos a chance de ganhar uma Libertadores, e mesmo sem ter ganhado nada nesse ano, com muito orgulho o Campeão dos Campeões comemora seu Centenário. Eternamente, dentro dos corações de todos os fiéis.

E que venham mais cem anos, de lutas, glórias, derrotas e vitórias!

28/08/2010 - 01:46
Adaptações, mudanças e cores.

Fiquei três semanas sem postar. Crises de enxaqueca e a adaptação à uma vida um bocado mais corrida. Mudanças, mudanças e mudanças. E tudo começa por um tênis, que faz todo mundo me chamar de Garota Restart.

Não é um tênis colorido, um cabelo descolorido, uma bandana e um wayfarer que me farão ser uma membra da família Restart. Tênis coloridos foram moda em 90, cabelos descoloridos são moda desde os 101 dálmatas. E quem inventou a dupla bandana e wayfarer foi o Cazuza, em 80.

É dificil até hoje aceitar que eu nasci em 94. Por mim, teria que ter nascido em 74. Ser adolescente na década de 80. Viver na ditadura e ver a sua queda. O começo da construção de Brasília, e assim também o começo de Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude, Titãs, Ultraje a Rigor. Presenciar a ascensão de Collor, e tirá-lo do poder. Diretas Já, os caras pintadas, apanhar da Polícia.

Pena que tudo isso eu sei por leitura. Nasci no ano do tetra, morte de Airton Senna. Pequena demais pra entender. Vi Cazuza reviver na voz da Cássia Eller, os Titãs se tornarem sete cabeças, Legião voltar às rádios depois do estouro do sexto disco.

Não é fácil ter nascido em 94. Ou melhor, não é fácil ser adolescente no novo milênio. Enquanto em 92 adolescentes lutavam contra a política, hoje adolescentes não querem nem saber de votar. Antes, a geração Coca-Cola tinha sua opinião formada. Hoje, a geração Google segue a opinião de revistas e canais; se esses mudam de opinião, multidões se viram em 30 para seguir a nova moda.

Em 80, o lema do punkrock era Do it yourself, faça você mesmo. Faça suas roupas, suas músicas, seus ideais. Hoje, bandas também seguem esse lema, mas não se preocupando tanto com músicas e ideais e sim com a aparência, seguida por meninos de 12 anos que nunca ligavam para moda.

Hoje acontece uma reciclagem. Os ídolos de hoje tem como ídolos os MEUS ídolos. Que são basicamente antiquados, pois com 4 anos assistia os ensaios de uma banda cover dos Titãs, e aos 5 amava ouvir Hoje a Noite Não Tem Luar. Não tinha lá muita ideia do que é ser fã de algo, mas cresci ouvindo as músicas que meu pai gostava. São músicas que hoje os coloridos ouvem, e fazem covers. E os fãs, integrantes das tais famílias, acabam por conhecê-las, sem ao menos saber de onde vieram. Puutz, mas que ironia. Na "minha" época, família era pai, mãe, avós, tios, primos e sobrinhos. Não era gostar da mesma banda, era ter o mesmo sangue.

Nessa de reciclagem, vemos que nem tudo está perdido. Com outra embalagem, mas lutando para ter seu espaço na mídia. Depois do estouro de covers, as bandas voltam a fazer por si mesmas, voltam a ser unidas. Não para tirar um corrupto do poder, mas para calar a boca de quem fala mal de algo que gostem. Adolescentes usando a moda de seus pais sem ao menos saber. Ouvem músicas dos anos 80, nas vozes de bandas novas. Vê-se a trilha da Malhação que acabou recentemente: Perdidos na Selva, Tic Tic Nervoso, Jorge Maravilha, Apenas Mais Uma de Amor. Músicas que fizeram cds ganharem discos de platina e também vários outros prêmios de rádios. Sim, músicas de reciclagem. Batidas eletrônicas, algumas frases mudadas, mas a essência está lá, sendo cantada pelos coloridos.

E por mais que ainda estranhem o meu tênis colorido, eu não abandonei meus velhos hábitos e gostos. E também não joguei fora meu AllStar favorito, que tem escrito nas laterais "I love Anos 80" , e "I Love Harry Potter". O que mudou foi apenas a embalagem. Se desde pequena me ensinaram que reciclar embalagens sem mudar o conteúdo é bom, por que não me reciclar?

08/08/2010 - 20:50
Feliz dia dos pais!

Pois é, ele que sempre esteve ali nos tombos de bicicleta, nos jogos de futebol. O que se disponibilizava a brincar de Barbie comigo, quando não tinha mais ninguém.

Nem todo mundo sabe o que é ter um pai. Alguns o perderam quando muito pequenos, o de outros é ausente. Alguns tem mais de uma pessoa que chamam de pai e acabam por considerá-los igualmente. Alguns servem de mãe e de pai e algumas mães fazem o papel dos pais como se não tivessem mais nenhuma responsabilidade na vida.
 
Pois bem, aos pais, avôs, padrastos, tios que parecem pai e afins. E em especial pro meu pai, que sempre teve paciência pra limpar meus brinquedos, comprar filme pra minha máquina e dividir os pcs quando ele precisava trabalhar e eu queria jogar, mando um Feliz Dia dos Pais!

06/08/2010 - 23:02
Sonho de 22 meses realizado.

Não costumo fazer posts exatamente pessoais. Quando faço, são sobre festas que todo mundo vai. Mas pra tudo tem uma primeira vez :D

Em outubro de 2008, avisada por um amigo, descobri um tabuleiro de xadrez lançado pela Planeta De Agostini, em fascículos. A criança aqui, na época com 14 anos, já sabia o que queria de presente de aniversário de 15.
 
Fui atrás do site, para ver quantos fascículos eram. Medo, eram 81 fascículos. O primeiro R$10.90, a partir do segundo R$ 20.00. Depois do décimo quinto R$25.00. Tá, o presente da criança ia ficar absurdamente caro. Mas pô, eram as réplicas das peças de Harry Potter e a Pedra Filosofal, e também os dragões de Harry Potter e o Cálice de Fogo.

E lá se vai uma potteriana fanática tentando convencer os pais a fazer tal investimento (ou loucura, whatever). Pouquinho difícil, mas consegui! Amém, vamos colecionar fascículos de xadrez. Primeiro quinzenais, depois semanais. Era a alegria quando chegavam peças *-*

Foi um ano e dez meses de alegrias aos sábados. E finalmente, em dezembro de 2009, acabaram as réplicas de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Aaaaaaaaaaai, que lindas as peças. 15 centímetros, acendem, fazem barulho, se mexem "sozinhas" e explodem! OMG, se as réplicas eram assim, imaginem os dragões!

Na semana seguinte, começam os dragões. Aaaaaaaa, que tudo! E depois de nove meses, o tempo de um bebê, os meus bebês ficaram completos. Também acendendo e fazendo barulho, eles são perfeitooos!

E, contrariando as regras de não me expressar tão pessoalmente em um post, eu tinha que acabá-lo dizendo: para um potteriano, é um verdadeiro sonho de consumo!

31/07/2010 - 01:53
Quarenta e cinco anos e milhares de vidas mudadas.

Há quarenta e cinco anos nascia a maior escritora de livros infantis da década. Joanne Rowling, nascida em Yate, começou a escrever a série que mudaria sua vida, em uma viagem de trem.

Juntando pedaços da infância sofrida, a esclerose múltipla da mãe e suas várias anotações feitas durante reuniões importantes, as quais Jo não dava a menor importância, era criado o primeiro de dez livros lançados por JK, Harry Potter e a Pedra Filosofal. A história de um bruxo, que só descobria ser bruxo aos onze anos, no dia do seu aniversário: 31 de julho, assim como o da autora.

Depois de várias recusas, portas na cara e afins, em 1997 foi lançado o primeiro livro. Sem o primeiro nome e emprestando o segundo da avó, J.K. Rowling lançava a saga Harry Potter. Daí até o último — Harry Potter e as Relíquias da Morte — foram dez anos. Dez anos de muita histeria em lançamentos, fãs doentes, vestidos com as roupas de Hogwarts, e por aí vai.

A primeira adaptação surgiu nas telonas, em 2001, quando a maioria dos fãs realmente conheceu a série. JK conseguiu fazer um mundo completamente paralelo ao que vivemos. Somente ela nos faz acreditar que todos nós não passamos de trouxas, enquanto os bruxos estão por aí, escondidos. Ela fez crianças devorarem livros de mais de quinhentas páginas, de um dia para o outro. Ficar sentado duas horas e meia, assistindo mais um filme, não é nada. Livros e mais livros, revistas, posters, dvds, cds, hoje Harry Potter é uma marca, e também um complexo. O Mundo Mágico de Harry Potter, na Disney, foi inaugurado em julho deste ano. O sonho de qualquer potteriano, tomar cerveja amanteigada, comprar sua varinha no Olivaras, mesmo sabendo que tudo não passa de efeitos especiais.

Joanne mudou a vida de muita gente e continua mudando, até hoje. E é como mais uma potteriana que eu desejo humildemente: Happy Birthday, Jo and Harry.

29/07/2010 - 20:47
Colorados e santistas, comemorem!

Semifinal de Libertadores, final da Copa do Brasil. Internacional e São Paulo, Santos e Vitória.
 
Todos os viciados em futebol param para assistir tais jogos. Um jogo passando em cada canal, o que fazia o controle remoto funcionar toda hora.

Mesmo Neymar (o mais novo queridinho da Seleção) desperdiçando pênalti, o Santos conseguiu sua vitória por dois a zero. A próxima partida será no Barradão, com o time paulista contando com boa vantagem. O título de Copa do Brasil é inédito tanto para o Santos como para o Vitória.

Já no Beira-Rio, ô sufoco pra sair um gol. Vinte e três minutos do segundo tempo, uma falta — juiz considerou vantagem — e gol. Agora, no Morumbi, o Inter pode até perder, que ainda garante a vaga na final da Libertadores.

Pois é, não foi uma noite completamente boa aos times paulistas, já que o Palmeiras continua não tão bem colocado no Brasileirão, e o São Paulo agora se esforça para conseguir uma vitória no Morumbi. Mas o importante mesmo é que o Corinthians ainda é líder isolado do Brasileirão!

26/07/2010 - 01:42
Agora está confirmado: Braúlio realmente acertou

Enfim, brasileiros e corinthianos. Agora é real: Mano Menezes deixa o cargo de técnico do Corinthians e parte rumo à Seleção , para enfim tentar trazer o Hexa, que esperamos há duas Copas.

“Eu chego pra ser o técnico da seleção com muito orgulho. A maioria dos técnicos do Brasil gostaria de estar no meu lugar, isso dá ideia do quão é importante esse cargo. Escrevi minha trajetória pensando em um dia chegar à seleção. Acho que foi mais rápido do que eu pensava, mas tenho por linha não fugir de convites importantes e aceitar grandes desafios”, disse Mano, na coletiva onde oficializou a escolha da CBF .

Contrariando a população, que clamava pelo nome de Felipão, e depois do Fluminense não ter dispensado Muricy, agora cabe a nós, brasileiros, aceitarmos de braços abertos Mano.

Agora, se ele cometer algum erro, não liguem, errar é "o Mano".

23/07/2010 - 22:50
Prendam o Darth Vader!

Foi o que os atendentes de um banco em Nova York gritaram ontem, enquanto eram assaltados. Darth Vader entrou no banco e, ao invés de sacar seu sabre de luz, sacou uma arma, rendendo os funcionários.

A princípio, os funcionários acharam que era somente uma brincadeira, mas quando perceberam que se tratava de um assalto, logo tentaram chamar a polícia. Em vão, uma vez que nem os policiais conseguiram pegar o megavilão.

O valor roubado não foi revelado e os atendentes viraram alvo de chacota na internet. Mas ser assaltado por um Darth Vader é megaaaaaaaaa normal... Daqui uns dias, quem sabe não aparece um Batman, um SuperHomem ou um SuperMário para roubar um banco no Brasil.

20/07/2010 - 21:51
Feliz Dia do Amigo!

20 de julho, dia de lembrar aqueles que estão conosco nos outros 364 dias do ano, que nos ajudam nas horas ruins, nos levantam de um tombo, pra depois rir junto de tudo aquilo. Por menor o tempo que estejam longe, parece uma eternidade.
 
Horas no telefone passam voando, sendo percebidas apenas pelas mães, que berram mandando a gente desligar. Quando desligamos, corre pra internet, pra acabar a conversa, que ainda ficou pela metade. E lá se vai mais horas na internet, até acabar de contar tudo, e de dar risada sobre cada palhaçada.

Se caímos e logo começamos a chorar, ele estará sempre lá. Primeiro, enxugará nossas lágrimas. Se acabamos machucados, ele assopra para parar de doer. E depois ainda faz cosquinha, pra nos fazer rir.

Pessoas vêm e vão, e é na hora dos piores apertos que percebemos realmente quem são os nossos verdadeiros amigos. Não importa onde eles estejam, se ligam todos os dias ou se só aparecem uma vez por mês, o que importa é que pra tudo pode-se contar com eles!

Feliz Dia do Amigo a todos!

16/07/2010 - 20:33
182 anos, 40 minutos de atraso, e 20 mil pessoas felizes.

Há cinco anos, o Fábio Jr. veio tocar aqui na virada do aniversário da cidade. Festa do Quitute, show gratuito e mãe louca para assistir o show de perto. Não poderia dar em outra coisa, a não ser criança passando mal. E a criança da vez fui eu.

Mas esse ano foi diferente. Apesar da semelhança, quem veio para cantar os parabéns a cidade foi Fiuk (filho do Fábio Jr.), e sua banda Hori, levando todo mundo à loucura.

Apesar do atraso de quarenta minutos para começar o show, uma hora para cantar o parabéns, de duas para começar os fogos, a galera não desanimou, ficando até a última nota do show. E isso não foi pouco tempo.

O pessoal começou a chegar por volta das 19h30. Isso porque o show começaria só às 23h30. Cartazes, revistas, faixas, fotos, calças coloridas e tênis fluor não faltaram no show.

Tinha muita gente com pulseirinha para entrar no camarim, nem todos conseguiram entrar, vários tiveram que assistir o show de lado, mas vale a emoção de ver os ídolos pela primeira vez.

Ver o show de lado me fez conseguir entrar na coletiva da banda (o que não foi lá muito fácil, visto que a chefe de segurança não queria me deixar passar). Todos os berros e fotos horríveis valeram a pena, quando vi os caras respondendo minhas perguntas.

A primeira delas era se algum dia eles imaginaram tocar numa cidade onde o prefeito e a banda tem o mesmo nome. Qual foi a minha surpresa quando eles disseram que achavam que era brincadeira. E como disse Fiuk, sabiamente, o prefeito é mais original que eles.

Já a segunda era se algum dia Fiuk imaginava tocar na mesma festa que seu pai tocou há cinco anos (logicamente eu não disse que eu passei mal no show, seria mico demais). Ele disse que um dia sonhava em tocar na mesma cidade que o pai, mas que o pai é outra praia, e que talvez daqui uns 30 anos ele chegará lá.

Quem sabe no aniversário de 212 anos da cidade ele não volte, em carreira solo, fazendo show para as mulheres de 40, 50 anos, que hoje surtam e choram por um aperto de mão do ídolo.

Até lá, é continuar curtindo o som da Banda Hori, com calças coloridas, faixas no cabelo e muita disposição!

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